A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu e encaminhou à Justiça o inquérito que apura uma denúncia de violência sexual envolvendo um motorista de aplicativo, de 26 anos, em Belo Horizonte. O investigado foi indiciado por estupro de vulnerável contra uma jovem de 24 anos.
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido na madrugada de 30 de novembro de 2025, após a vítima sair de um churrasco no Barreiro e solicitar uma corrida por aplicativo com destino ao bairro Serra, na região Centro-Sul da capital.
O caso foi inicialmente registrado na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher (Depam) e, posteriormente, investigado pela Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual (DECVS). Conforme a delegada Larissa Mascotte, os relatos da vítima e os elementos colhidos durante a apuração foram determinantes para o indiciamento.
Segundo a jovem, durante o trajeto, o motorista passou a fazer perguntas de cunho pessoal e teria oferecido substância entorpecente. Ela relatou ainda que havia feito uso de medicação ansiolítica ao longo do dia e recusou as investidas do suspeito. Mesmo assim, o homem teria iniciado contatos físicos sem consentimento, tentando retirar suas vestes e, diante da resistência, a imobilizado, praticando o ato sexual dentro do veículo.
Ao chegar ao destino, a vítima efetuou o pagamento da corrida e procurou ajuda de amigos, que a orientaram a registrar ocorrência. Durante o depoimento, o investigado alegou que a relação teria sido consensual, versão que foi confrontada pelos indícios reunidos.
A delegada destacou que o estado de vulnerabilidade da vítima foi considerado tanto com base em seu relato quanto nas declarações do próprio suspeito, que afirmou que a jovem apresentava comportamento alterado e aparentava estar sob efeito de álcool ou medicação controlada.
Testemunhas ouvidas no inquérito apontaram que a vítima ficou profundamente abalada após o ocorrido, relatando medo de utilizar novamente serviços de transporte por aplicativo e receio de reencontrar o suspeito, que conhece seu endereço.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às medidas legais cabíveis.

